O fim do Comandante Fidel, a renovação de um mito decadente.

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Pois bem, morreu Fidel. Hoje ao despertar com esta noticia, me tocou pensar que na realidade agora começa de fato a vida do revolucionário, assumindo o seu papel de mito, se distanciando da dura verdade, relegando ao esquecimento a presença incômoda dos fatos da vida real. Fidel trouxe em um momento histórico, ao mundo real algo que só existia na Biblia, o fato do Davi cubano derrubar o Golias americano.
 
O custo e a estratégia sangrenta envolvida, o meios, se fizeram aos olhos do movimento revolucionário (ou guerrilheiro latino americano), com que as barbaridades e o sangue derramado fosse colocado como um pedágio para um mundo livre da prepotência insana de Washington e a sua forma de usar e abusar de Cuba.
 
Sem entrar no mérito entre comunismo e capitalismo, se enterraram profundamente no solo de cuba os princípios universais do livre pensamento e da palavra sem censura. Criaram gerações de admiradores de um governo tão prepotente quanto o que combateu.
 
Curioso que os que sonham e defendem o comunismo e o socialismo a la Fidel, são os mesmos que defendem a liberdade de expressão apenas para os meios que lhes sejam de interesse, como se isto fosse possível (vida caso do Brasil nesta ultima década).
 
O maior patrimônio de Fidel não foram os seus feitos ou o fato de ter sido um dos mais sanguinários ditadores, fazer tudo de ruim e de bom que fez, foi sim manipular e seduzir o meio que mais desprezou e combateu, e onde repousa o seu maior dom e fortaleza: o da comunicação, a imprensa.
 
É como se o escorpião transformasse o seu veneno em água benta, não deixando em momento algum de ser veneno, mas gerando uma deturpada crença que os seus danos justificariam a utopia de seu beneficio.
 
O mundo não perdeu Fidel, o mundo agora tem o renascer um personagem que será maior que o que realmente fez, o triunfo de uma personalidade maior que o de bom e de muito ruim fez e representou.
Não sabemos quem ele será agora, mas sabemos muito bem quem foi.

About Luiz A. Rolim de Moura

Administrador de Empresas com Mestrado em Engenharia de Produção pela UFSC Brasil e pós graduações em Adm Empresas, Turismo e Gestão de Pessoas. Experiencia em gestão de projetos e atividades de cooperação empresarial, desenvolvimento de metodologias de integração produtiva e institucional, dialogo publico/privado na America Latina e junto a cooperação Européia descentralizada. É docente a nível superior em pós graduação, com experiencia em coordenação de cursos superiores e docência em graduação de Engenharia Ambiental, Turismo, Hotelaria e Administração. Foi gestor de instituições do terceiro setor, sendo ex-presidente de sindicato patronal de hotéis, bares e similares de Foz do Iguaçu, associações empresariais (ABIH PR) e de representação profissional. Atuou como gestor público, com atuações como Presidente do Centro de Convenções de Foz do Iguaçu, Diretor de Marketing do Órgão Oficial de Turismo de Foz do Iguaçu e Secretário de Industria de Comércio de Foz do Iguaçu PR Brasil.