Daily Archives: 5 de Fevereiro de 2017

THINK TANK – o que significa?

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Uma palavra que ouvimos com freqüência quando acompanhamos a discussão política norte-americana é “think tank”. Você sabe o que significa esse termo?

O termo think tank surgiu nos EUA, durante a Segunda Guerra Mundial, para designar uma sala aonde se reunissem oficiais graduados do exército americano para manter discussões estratégicas de combate, mobilização de tropas ou mesmo sobre a logística de equipamentos e suprimentos durante as operações de combate.

Com o passar do tempo, o termo acabou se popularizando como uma referência aos centros e institutos de pesquisa independentes, voltados para a produção e disseminação de conhecimento e idéias sobre temas como política, comércio, indústria, estratégia, ciência, tecnologia, ou mesmo, assuntos militares.

Os think tanks se destacam, em sua maioria, por não terem fins lucrativos nem estarem associados a nenhuma universidade ou governo específico.

Sobrevivem de doações recebidas de empresas e pessoas físicas, e, em alguns casos, de consultorias prestadas para clientes interessados no seu ramo de expertise.

Algo quase impensável para o Brasil, que, na prática, só consegue aglutinar cérebros trabalhando em prol do desenvolvimento de políticas públicas dentro de universidades ou instituições governamentais, segundo o site pesquisado (ver referência abaixo).
– via Gestão & Resultados

Fonte: Blog Gestão e Resultados – Getulio Apolinário Ferreira –
http://www.folhavitoria.com.br/economia/blogs/gestaoeresultados/2013/09/08/think-tank-o-que-significa/

“La Paradiplomacia desde cinco perspectivas: reflexiones teóricas para la construcción de una comunidad epistémica en América Latina”

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Laparadiplomacia desde cinco perspectivas: reflexiones teóricas para la construcción de una comunidad epistémica en América Latina

Los
procesos de transformación experimentados en el escenario internacional han conducido a otorgar mayor importancia a los asuntos transnacionales, así como un mayor reconocimiento a actores no estatales en lo que respecta a su influencia sobre la…

www.academia.edu

“La Paradiplomacia desde cinco perspectivas: reflexiones teóricas para la construcción de una comunidad epistémica en América Latina”, Revista de Relaciones Internacionales, Escuela de Relaciones Internacionales, Universidad Nacional de Costa Ricas, Nro. 89.2, julio-diciembre 2016. pp. 47-81.

Disponível em: https://www.academia.edu/31129704/La_paradiplomacia_desde_cinco_perspectivas_reflexiones_te%C3%B3ricas_para_la_construcci%C3%B3n_de_una_comunidad_epist%C3%A9mica_en_Am%C3%A9rica_Latina

Opinião Europeia: “Lembram-se da TINA?” – o momento geopolítico Europeu

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Uma Europa unida pela sua agena de continente, se coloca a frente de um cenário onde as caracteristicas individuais e o histórico de 70 anos de relação com os EUA se aliam, se opõe e se distanciam.

Teresa de Sousa, traz uma interessante e ampla opinião sobre este momento de relações e decisões estratégicas intra europa que tem um ator influente e fruto de um modelo de gestão praticamente unipersonal, o novo presidente dos EUA.

Passaram duas semanas desde que Donald Trump entrou na Casa Branca, que funcionaram como uma espécie de sismógrafo, registando o terramoto que está a provocar no mundo inteiro. O Presidente americano superou as piores expectativas, fazendo um grande favor a toda a gente: não cair na tentação de desvalorizar o significado da sua eleição. Mas é preciso que a poeira assente para se olhar com mais atenção para a mudança radical da política externa norte-americana, ou seja, da única e poderosa superpotência mundial. Essa mudança vai prevalecer, mesmo que se apresente, por vezes, menos radical. É preciso contar com ela e é preciso, sobretudo, lidar com ela. A Europa está no centro desta mudança porque viveu até hoje sob a protecção de uma sólida aliança transatlântica e porque percebeu, depois de alguns sonhos de grandeza, que esta aliança era tão importante no pós-Guerra Fria como foi durante o equilíbrio do terror, quando a fronteira entre dois sistemas e duas ideologias antagónicas a dividia ao meio.
– via PÚBLICO

As lideranças estão desafiadas pelo movimento populista e de caracteristicas de extrema direita que surge no cenário das eleições.
Um momento de profunda reflexão do xadrez geopolitico.

Mas esta não é sequer a questão política central que os europeus enfrentam, quando olham para a Sala Oval e vêem lá alguém disposto a destruir os pilares da relação transatlântica, que garantiram a paz e a prosperidade nos últimos 70 anos. A Europa pode singrar sozinha num mundo que nunca lhe foi tão adverso? Pode reforçar a sua defesa, aumentando os gastos e tentando compatibilizar armamento. Sozinha e dividida quanto ao seu lugar no mundo, não está em condições de combater o seu declínio estratégico e defender os seus interesses e os seus valores, dispensando os EUA. Não vale a pena cair na tentação de que há alternativas. A parceria com a China pode aumentar as trocas comerciais, mas qualquer governo ou empresário conhece os muitos entraves que Pequim coloca ao investimento estrangeiro, a falta de regras estáveis nos seus mercados ou o respeito pela propriedade intelectual. Xi Jinping pôde apresentar-se em Davos como o “timoneiro” do livre comércio mas representa um regime ditatorial que não respeita a lei internacional, desde que isso não lhe convenha (vide o conflito latente no Mar do Sul da China, provavelmente o sítio mais perigoso do mundo, se houver uma falha de comunicação entre Pequim e Washington).
– Artigo de Teresa de Sousa – via PÚBLICO

 

Veja interessante artigo e análise completa do momento europeu em https://www.publico.pt/2017/02/05/mundo/noticia/lembramse-da-tina-1760873