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Brasil e América Latina são esquecidos no último dia de Davos

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Brasil e América Latina foram despejados do mundo, no debate econômico sobre perspectivas globais, no último dia da reunião do Fórum Econômico Mundial, em Davos. Depois de cinquenta minutos, um africano levantou-se na plateia e reclamou do silêncio a respeito de África e da América Latina. O coordenador da sessão, o colunista Martin Wolf, do jornal britânico Financial Times, acolheu o protesto e pediu uma resposta à diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. Ela fez um breve comentário sobre a África Subsaariana, com foco na Nigéria, e terminou sem uma palavra sobre os latino-americanos. No começo da sessão havia ocorrido a única referência a um latino, o México, afetado pela incerteza quanto às políticas do novo governo americano.
– via Estadão

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-e-america-latina-sao-esquecidos-em-davos,70001635800

CRISE NO BRASIL ATINGE VIZINHOS

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Intercâmbio comercial do Brasil

Se há algum país dependente do Brasil na América Latina é a Argentina, mas a crise brasileira também abala o resto da região.

Maior economia latino-americana, o Brasil se encaminha para seu primeiro biênio de recessão desde a década de 1930, e a crise política que põe em risco o mandato de Dilma Rousseff torna seu futuro ainda mais incerto.

O maior impacto é sentido pelos Estados que exportam para os brasileiros, com os sócios do Brasil no Mercosul – Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela – à frente na lista.

– Impacto comercial –

“O quadro é preocupante, porque, de 2011 a 2015, o comércio com a Argentina se contraiu 42%, impactando setores fundamentais como a indústria automotora e diversas economias regionais” do país, disse em Buenos Aires à AFP o diretor da consultora Abeceb.com, Dante Sica.

No primeiro trimestre, as exportações de mercadorias argentinas para o Brasil acumulam uma queda de 27,9%, segundo estatísticas oficiais.

O mau momento comercial é atribuído à grave recessão brasileira. As compras do Brasil do exterior tiveram uma queda de 33%.

Os brasileiros compram cada vez menos automóveis, veículos de carga, trigo em grão, autopeças, polímeros plásticos, produtos de perfumaria, celulose e peras frescas.

Mesmo assim os argentinos continuam entre os quatro fornecedores do Brasil, após Estados Unidos, China e Alemanha.

“Em 2015, o Brasil reduziu a demanda de bens argentinos em 27,3%, em relação a 2014”, acrescentou Sica.

A Argentina continua sendo o terceiro maior comprador de produtos brasileiros, atrás de China e Estados Unidos.

A situação também atinge fortemente o Uruguai: o Brasil tem um peso de aproximadamente 14% na balança comercial de bens uruguaia e é seu principal cliente junto com a China.

Em fevereiro, as exportações uruguaias para o Brasil caíram 23,77% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo a União de Exportadores.

Dias atrás, o ministro uruguaio da Economia, Danilo Astori, classificou como “muito preocupantes” os dados brasileiros. Astori destacou que até muito pouco tempo o Brasil era o principal cliente na compra de bens do país, que acabou sendo substituído pela China.

A Venezuela sofre por sua própria crise.

“O comércio, não apenas com o Brasil, mas com o restante da América do Sul, diminuiu pela falta de cumprimento (de pagamento) do governo venezuelano. A dívida acumulada com as companhias fizeram que TAM e GOL não voem mais para a Venezuela”, explicou o o ex-embaixador no Brasil Milos Alcalay.

– Contração no Chile –

No caso do Chile, “os menores envios chilenos (ao Brasil) resultaram na contração das exportações de diversos produtos industriais e na redução dos embarques de cobre”, disse à AFP Rafael Sabat, subdiretor Internacional de ProChile.

“Mesmo assim, o Brasil é o principal destino das exportações chilenas – com exceção do cobre – na América Latina, apesar das conjunturas políticas”, acrescentou Sabat.

Os maiores impactos são registrados no setor comercial da região. Em 2015, o real caiu ao seu patamar mais baixo em relação ao dólar em uma década, devido à agitação fiscal e a sinais econômicos de contração, segundo fontes financeiras em Buenos Aires.

A desvalorização do real torna seus produtos mais competitivos e derruba o preço de seus parceiros.

Apesar da profunda recessão, o Brasil terminou 2015 com um saldo positivo comercial de 19,681 bilhões de dólares, o maior desde 2011, porque as exportações caíram, mas suas importações recuaram em um ritmo muito maior.

– O efeito dos escândalos –

Já a Colômbia sofre à sua maneira.

“A crise tem dois efeitos: que os investidores deixem de investir em toda a região, e o que a Colômbia consiga captar esses investimentos que fogem diante dos altos níveis de risco”, disse à AFP o economista e reitor da Universidade do Rosário, Juan Manuel Restrepo.

“O Brasil, ao ser o modelo de paradigma de país emergente na região, é um ponto de referência para os investidores estrangeiros”, afirmou Restrepo.

Um dano colateral do escândalo brasileiro envolvendo a Odebrecht é que a empresa está à frente de obras de navegabilidade do rio Magdalena, principal artéria fluvial colombiana.

O Conselho de Estado da Colômbia determinou que “os contratistas estrangeiros que tenham sido condenados por delitos contra a administração pública deverão ser desabilitados”.

No Peru, uma comissão do Congresso e o Ministério Público investigam supostos envolvimentos locais com a Lava-Jato.

A Odebrecht peruana anunciou que venderá 100% de sua participação acionária em um megaprojeto de transporte de gás.

Denúncias de subornos da corporação brasileira no Peru atingiram a primeira-dama e líder do Partido Nacionalista, Nadine Heredia, que negou qualquer envolvimento.

FONTE: https://br.noticias.yahoo.com/crise-brasil-atinge-vizinhos-215657591–business.html?soc_src=social-sh&soc_trk=fb

Embaixadores criticam governo de Israel pela forma como indicou embaixador

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Um manifesto de 40 embaixadores brasileiros, tornado público no final desta manhã (7), critica a indicação, pelo governo de Israel, do novo embaixador daquele país em Brasília, Dani Dayan. Assinado por integrantes e ex-integrantes de altos postos do governo, como Jório Dauster, Samuel Pinheiro Guimarães, Luiz Felipe Lampreia, Roberto Abdenur, José Viegas e Marcílio Marques Moreira, o texto considera “inaceitável” que o novo nome tenha sido anunciado publicamente pelo governo de Benjamin Netanyahu antes de ser submetido ao governo brasileiro.

“Essa quebra da praxe diplomática parece proposital, numa tentativa de criar fato consumado, uma vez que o indicado, Dani Dayan, ocupou entre 2007 e 2013 a presidência do Conselho Yesha, responsável pelos assentamentos na Cisjordânia considerados ilegais pela comunidade internacional”, diz o abaixo-assinado. Lembra, em seguida, que Dayan “já se declarou contrário à criação do Estado Palestino, que conta com o apoio do governo brasileiro e que já foi reconhecido por mais de 70% dos países-membros das Nações Unidas”.

Veja fonte e matéria completa em: Estado – Coluna Direto na Fonte, de SONIA RACY – 7 janeiro 2016 | 15:45

Embaixadores criticam governo de Israel pela forma como indicou embaixador