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Países do Mercosul oficializam suspensão da Venezuela do bloco

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Países do Mercosul oficializam suspensão da Venezuela do bloco
ISABEL FLECK – FOLHA DE SÃO PAULO

01/12/2016 21h30 – Atualizado às 22h52

Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai decidiram suspender a Venezuela do Mercosul nesta quinta-feira (1º), após o país não cumprir as obrigações assumidas quando se incorporou ao bloco, em 2012.

Os chanceleres dos quatro países assinaram a notificação de suspensão nesta quinta. O texto determina que seja “cessado o exercício dos direitos contra nossa pátria com suas ações antijurídicas”, disse.

A chanceler publicou ainda uma nota de membros do Parlamento do Mercosul pedindo a proteção da “institucionalidade” do bloco. A carta, desta quinta, foi assinada por 12 dos 122 parlamentares.

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– via www1.folha.uol.com.br

CRISE NO BRASIL ATINGE VIZINHOS

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Intercâmbio comercial do Brasil

Se há algum país dependente do Brasil na América Latina é a Argentina, mas a crise brasileira também abala o resto da região.

Maior economia latino-americana, o Brasil se encaminha para seu primeiro biênio de recessão desde a década de 1930, e a crise política que põe em risco o mandato de Dilma Rousseff torna seu futuro ainda mais incerto.

O maior impacto é sentido pelos Estados que exportam para os brasileiros, com os sócios do Brasil no Mercosul – Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela – à frente na lista.

– Impacto comercial –

“O quadro é preocupante, porque, de 2011 a 2015, o comércio com a Argentina se contraiu 42%, impactando setores fundamentais como a indústria automotora e diversas economias regionais” do país, disse em Buenos Aires à AFP o diretor da consultora Abeceb.com, Dante Sica.

No primeiro trimestre, as exportações de mercadorias argentinas para o Brasil acumulam uma queda de 27,9%, segundo estatísticas oficiais.

O mau momento comercial é atribuído à grave recessão brasileira. As compras do Brasil do exterior tiveram uma queda de 33%.

Os brasileiros compram cada vez menos automóveis, veículos de carga, trigo em grão, autopeças, polímeros plásticos, produtos de perfumaria, celulose e peras frescas.

Mesmo assim os argentinos continuam entre os quatro fornecedores do Brasil, após Estados Unidos, China e Alemanha.

“Em 2015, o Brasil reduziu a demanda de bens argentinos em 27,3%, em relação a 2014”, acrescentou Sica.

A Argentina continua sendo o terceiro maior comprador de produtos brasileiros, atrás de China e Estados Unidos.

A situação também atinge fortemente o Uruguai: o Brasil tem um peso de aproximadamente 14% na balança comercial de bens uruguaia e é seu principal cliente junto com a China.

Em fevereiro, as exportações uruguaias para o Brasil caíram 23,77% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo a União de Exportadores.

Dias atrás, o ministro uruguaio da Economia, Danilo Astori, classificou como “muito preocupantes” os dados brasileiros. Astori destacou que até muito pouco tempo o Brasil era o principal cliente na compra de bens do país, que acabou sendo substituído pela China.

A Venezuela sofre por sua própria crise.

“O comércio, não apenas com o Brasil, mas com o restante da América do Sul, diminuiu pela falta de cumprimento (de pagamento) do governo venezuelano. A dívida acumulada com as companhias fizeram que TAM e GOL não voem mais para a Venezuela”, explicou o o ex-embaixador no Brasil Milos Alcalay.

– Contração no Chile –

No caso do Chile, “os menores envios chilenos (ao Brasil) resultaram na contração das exportações de diversos produtos industriais e na redução dos embarques de cobre”, disse à AFP Rafael Sabat, subdiretor Internacional de ProChile.

“Mesmo assim, o Brasil é o principal destino das exportações chilenas – com exceção do cobre – na América Latina, apesar das conjunturas políticas”, acrescentou Sabat.

Os maiores impactos são registrados no setor comercial da região. Em 2015, o real caiu ao seu patamar mais baixo em relação ao dólar em uma década, devido à agitação fiscal e a sinais econômicos de contração, segundo fontes financeiras em Buenos Aires.

A desvalorização do real torna seus produtos mais competitivos e derruba o preço de seus parceiros.

Apesar da profunda recessão, o Brasil terminou 2015 com um saldo positivo comercial de 19,681 bilhões de dólares, o maior desde 2011, porque as exportações caíram, mas suas importações recuaram em um ritmo muito maior.

– O efeito dos escândalos –

Já a Colômbia sofre à sua maneira.

“A crise tem dois efeitos: que os investidores deixem de investir em toda a região, e o que a Colômbia consiga captar esses investimentos que fogem diante dos altos níveis de risco”, disse à AFP o economista e reitor da Universidade do Rosário, Juan Manuel Restrepo.

“O Brasil, ao ser o modelo de paradigma de país emergente na região, é um ponto de referência para os investidores estrangeiros”, afirmou Restrepo.

Um dano colateral do escândalo brasileiro envolvendo a Odebrecht é que a empresa está à frente de obras de navegabilidade do rio Magdalena, principal artéria fluvial colombiana.

O Conselho de Estado da Colômbia determinou que “os contratistas estrangeiros que tenham sido condenados por delitos contra a administração pública deverão ser desabilitados”.

No Peru, uma comissão do Congresso e o Ministério Público investigam supostos envolvimentos locais com a Lava-Jato.

A Odebrecht peruana anunciou que venderá 100% de sua participação acionária em um megaprojeto de transporte de gás.

Denúncias de subornos da corporação brasileira no Peru atingiram a primeira-dama e líder do Partido Nacionalista, Nadine Heredia, que negou qualquer envolvimento.

FONTE: https://br.noticias.yahoo.com/crise-brasil-atinge-vizinhos-215657591–business.html?soc_src=social-sh&soc_trk=fb

Embaixador defende novo modelo de negociação de acordos comerciais no Mercosul

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12/08/2015 – 20h38
Embaixador defende novo modelo de negociação de acordos comerciais no Mercosul
Alguns parlamentares não acreditam que o acordo com a União Europeia seja lucrativo para o país por considerarem que os europeus não possuem interesse em importar produtos agrícolas brasileiros.

Ana Volpe/Agência Senado

Arslanian: hoje, quando um parceiro propõe acordo comercial com outro país, fala-se em redução tarifária, mas, sobretudo, em convergência das normas, em regras.
As dificuldades para construir um acordo entre o Mercosul e a União Europeia dominaram o debate, nesta quarta-feira (12), com o embaixador Regis Percy Arslanian na Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul).

Segundo Arslanian, para que haja um acordo entre os dois blocos, é preciso que o Mercosul redesenhe o seu modelo negociador. O embaixador foi chefe negociador comercial do Brasil nas negociações do Acordo de Livre Comércio das Américas (Alca) e do Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia.

O embaixador explicou que a liberalização tarifária proposta nas negociações internacionais pelo Mercosul, com o simples acesso a mercado, já é considerada insuficiente para parceiros comerciais relevantes.

Os acordos comerciais modernos, ressaltou, exigem também convergências normativas e regulatórias. “Hoje em dia, quando um parceiro propõe um acordo comercial com outro país, fala-se em redução tarifária, mas fala-se, sobretudo, em convergência normativa, em regras. Nós não podemos pretender ser os únicos no mundo a não aceitar regras nas nossas negociações comerciais”, disse.

Acordo
Regis Arslanian defendeu o acordo entre os dois blocos e afirmou que as negociações comerciais são peças fundamentais para a competitividade dos países no mundo atual. O embaixador também ressaltou que a integração do Brasil com os seus vizinhos é importante e que seria muito negativo o Brasil fazer um acordo sozinho com a União Europeia.

O deputado José Fogaça (PMDB-RS) também defendeu a necessidade de o Brasil se desfazer de seus preconceitos em termos de velhos padrões de negociações internacionais. O parlamentar afirmou que o País está em fase de mudanças na qual é fundamental uma aproximação comercial com países desenvolvidos. “Não significa aceitar todas as exigências externas, mas, sim, nos despojarmos de preconceitos”, disse.

Agricultura
Na opinião de Arslanian, o Mercosul também precisa deixar de ter a agricultura como ponto principal da negociação comercial. Ele avalia que os tempos mudaram e os países europeus não querem fazer rodadas de negociações em que a agricultura é a peça central. “Claro que a agricultura sempre terá que entrar em uma negociação comercial, mas nós não podemos colocar a agricultura como pré-condição de uma negociação comercial. As concessões agrícolas virão como um resultado do pacote final da negociação”, disse.

Já o senador Roberto Requião (PMDB-PR) e o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) não acreditam que o acordo seja lucrativo para o país. Segundo os parlamentares, os europeus querem um acordo apenas de venda, já que não possuem interesse em importar produtos agrícolas brasileiros.

Requião ressaltou ainda que a União Europeia é composta por 28 países, o que resulta na impossibilidade de uma proposta comum para ser apresentada ao Mercosul.

Da Redação – RCA
Com informações da Agência Senado

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