Category Archives: UE

Opinião Europeia: “Lembram-se da TINA?” – o momento geopolítico Europeu

Published by:

Uma Europa unida pela sua agena de continente, se coloca a frente de um cenário onde as caracteristicas individuais e o histórico de 70 anos de relação com os EUA se aliam, se opõe e se distanciam.

Teresa de Sousa, traz uma interessante e ampla opinião sobre este momento de relações e decisões estratégicas intra europa que tem um ator influente e fruto de um modelo de gestão praticamente unipersonal, o novo presidente dos EUA.

Passaram duas semanas desde que Donald Trump entrou na Casa Branca, que funcionaram como uma espécie de sismógrafo, registando o terramoto que está a provocar no mundo inteiro. O Presidente americano superou as piores expectativas, fazendo um grande favor a toda a gente: não cair na tentação de desvalorizar o significado da sua eleição. Mas é preciso que a poeira assente para se olhar com mais atenção para a mudança radical da política externa norte-americana, ou seja, da única e poderosa superpotência mundial. Essa mudança vai prevalecer, mesmo que se apresente, por vezes, menos radical. É preciso contar com ela e é preciso, sobretudo, lidar com ela. A Europa está no centro desta mudança porque viveu até hoje sob a protecção de uma sólida aliança transatlântica e porque percebeu, depois de alguns sonhos de grandeza, que esta aliança era tão importante no pós-Guerra Fria como foi durante o equilíbrio do terror, quando a fronteira entre dois sistemas e duas ideologias antagónicas a dividia ao meio.
– via PÚBLICO

As lideranças estão desafiadas pelo movimento populista e de caracteristicas de extrema direita que surge no cenário das eleições.
Um momento de profunda reflexão do xadrez geopolitico.

Mas esta não é sequer a questão política central que os europeus enfrentam, quando olham para a Sala Oval e vêem lá alguém disposto a destruir os pilares da relação transatlântica, que garantiram a paz e a prosperidade nos últimos 70 anos. A Europa pode singrar sozinha num mundo que nunca lhe foi tão adverso? Pode reforçar a sua defesa, aumentando os gastos e tentando compatibilizar armamento. Sozinha e dividida quanto ao seu lugar no mundo, não está em condições de combater o seu declínio estratégico e defender os seus interesses e os seus valores, dispensando os EUA. Não vale a pena cair na tentação de que há alternativas. A parceria com a China pode aumentar as trocas comerciais, mas qualquer governo ou empresário conhece os muitos entraves que Pequim coloca ao investimento estrangeiro, a falta de regras estáveis nos seus mercados ou o respeito pela propriedade intelectual. Xi Jinping pôde apresentar-se em Davos como o “timoneiro” do livre comércio mas representa um regime ditatorial que não respeita a lei internacional, desde que isso não lhe convenha (vide o conflito latente no Mar do Sul da China, provavelmente o sítio mais perigoso do mundo, se houver uma falha de comunicação entre Pequim e Washington).
– Artigo de Teresa de Sousa – via PÚBLICO

 

Veja interessante artigo e análise completa do momento europeu em https://www.publico.pt/2017/02/05/mundo/noticia/lembramse-da-tina-1760873

Refugiados ou imigrantes? A discussão sobre os termos para descrever a crise

Published by:

Parece pouco, mas discutir e debater se são refugiados ou imigrantes, abre portas e cenários muito complexos para a UE.

Muito interessante a matéria na Folha de SP:

“Dia após dia percorrem o mundo imagens de pais chegando às costas da Europa, exaustos e encharcados e segurando seus filhos apáticos e exauridos.
O fato de estarem desesperados e vulneráveis depois de uma travessia agoniante do Mediterrâneo em embarcações decrépitas ou superlotadas é inquestionável.”
KARL RITTER
DA ASSOCIATED PRESS, EM ESTOCOLMO (SUÉCIA)

Leia materia completa em: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/08/1674827-refugiados-ou-imigrantes-a-discussao-sobre-os-termos-para-descrever-a-crise.shtml

Europa — Código de Redação Interinstitucional – Paises – Denominações e siglas a utilizar

Published by:

Fonte: Serviço das Publicações — Código de Redação Interinstitucional — 7.1. Países — 7.1.1. Denominações e siglas a utilizar.

Estados-Membros

Os nomes dos Estados-Membros da União Europeia devem ser escritos e abreviados empregando as regras seguintes:

recomenda-se a utilização do código ISO com duas letras (código ISO 3166 alfa-2), exceto para a Grécia e o Reino Unido, para os quais as siglas EL e UK são preconizadas,
a ordem protocolar segue a grafia dos nomes geográficos na língua original (ver também o ponto 7.1.2, «Ordem de enumeração dos Estados»).
Denominação
abreviada nas línguas originais (nome geográfico) (1)
Denominação oficial nas línguas originais (nome protocolar) Denominação abreviada em português
(nome geográfico)
Género (M/F) Denominação oficial
em português
(nome protocolar)
Código «país» (2) Antiga sigla (2)
Belgique/België Royaume de Belgique/ Koninkrijk België Bélgica F Reino da Bélgica BE B
България (*) Република България Bulgária F República da Bulgária BG
Česká republika Česká republika República Checa F República Checa CZ
Danmark Kongeriget Danmark Dinamarca F Reino da Dinamarca DK DK
Deutschland Bundesrepublik Deutschland Alemanha F República Federal da Alemanha DE D
Eesti Eesti Vabariik Estónia F República da Estónia EE
Éire/Ireland Éire/Ireland Irlanda F Irlanda IE IRL
Ελλάδα (*) Ελληνική Δημοκρατία Grécia F República Helénica EL EL
España Reino da España Espanha F Reino da Espanha ES E
France République française França F República Francesa FR F
Hrvatska Republika Hrvatska Croácia F República da Croácia HR
Italia Repubblica italiana Itália F República Italiana IT I
Κύπρος (*) Κυπριακή Δημοκρατία Chipre M República de Chipre CY
Latvija Latvijas Republika Letónia F República da Letónia LV
Lietuva Lietuvos Respublika Lituânia F República da Lituânia LT
Luxembourg Grand-Duché de Luxembourg Luxemburgo M Grão-Ducado do Luxemburgo LU L
Magyarország Magyarország Hungria F Hungria HU
Malta Repubblika ta’ Malta Malta F República de Malta MT
Nederland Koninkrijk der Nederlanden Países Baixos M Reino dos Países Baixos NL NL
Österreich Republik Österreich Áustria F República da Áustria AT A
Polska Rzeczpospolita Polska Polónia F República da Polónia PL
Portugal República Portuguesa Portugal M República Portuguesa PT P
România România Roménia F Roménia RO
Slovenija Republika Slovenija Eslovénia F República da Eslovénia SI
Slovensko Slovenská republika Eslováquia F República Eslovaca SK
Suomi/Finland Suomen tasavalta/ Republiken Finland Finlândia F República da Finlândia FI FIN
Sverige Konungariket Sverige Suécia F Reino da Suécia SE S
United Kingdom United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland Reino Unido M Reino Unido da Grã-Bretanha e daIrlanda do Norte UK UK
(*)
Transcrições latinas: България = Bulgaria; Ελλάδα = Elláda; Κύπρος = Kýpros.
(1)
A denominação abreviada na ou nas línguas originais serve para determinar a ordem protocolar, sendo também utilizada nos documentos ou nas apresentações multilingues (ver o ponto 7.1.2).
(2)
Sigla a utilizar = código ISO, exceto para a Grécia e o Reino Unido, para os quais se deve utilizar EL e UK (ISO = GR e GB). As antigas siglas foram utilizadas até o fim de 2002 (geralmente retiradas do código internacional para os veículos automóveis).
N.B.:

Não utilizar as formas «República da Irlanda ou irlandesa».

Utilizar «Países Baixos» e não «Holanda», que constitui apenas uma parte dos Países Baixos (duas províncias).

Utilizar «Reino Unido» para designar o Estado-Membro e não «Grã-Bretanha» (constituída pela Inglaterra, Escócia e País de Gales).
O Reino Unido, para além destas três entidades, inclui também a Irlanda do Norte.
O termo puramente geográfico «ilhas Britânicas» compreende também a Irlanda e as dependências da Coroa (ilha de Man e ilhas Anglo-Normandas que fazem parte do Reino Unido).

(a)

Países terceiros

Para os países terceiros é conveniente utilizar também o código ISO 3166 alfa-2 (código de duas posições).

Para a grafia dos nomes (nomes curtos, nomes protocolares, lista dos códigos ISO), ver os anexos A5 e A6.

Para a ordem preconizada, ver o ponto 7.1.2(a).

(b)
EU-28 e países candidatos (enfr)

Países candidatos

Denominação abreviada
na língua original
(nome geográfico)
Género (M/F) Denominação abreviada
em português
(nome geográfico)
Denominação oficial
em português
(nome protocolar)
Código «país»
Crna Gora/Црна Гора M Montenegro Montenegro ME
Ísland F Islândia República da Islândia IS
поранешна југословенска Република Македонија (*) F antiga República jugoslava da Macedónia antiga República jugoslava da Macedónia (a definir)
Shqipëria F Albânia República da Albânia AL
Сpбија (*) F Sérvia República da Sérvia RS
Türkiye F Turquia República da Turquia TR
(*)
Transcrições latinas: поранешна југословенска Република Македонија = poranešna jugoslovenska Republika Makedonija; Сpбија = Srbija.
(c)

Denominação oficial ou abreviada?

forma longa (denominação oficial) é utilizada quando o Estado é visado enquanto entidade jurídica:

A destinatária da presente diretiva é a República Francesa.

O Reino da Bélgica é autorizado a …

N.B.:
No entanto, se a recorrência do nome do Estado num texto der preferência à forma curta, é conveniente introduzi-la, no início, através da fórmula «a seguir denominado(a) “…”».

forma curta (denominação abreviada) é utilizada quando o Estado é visado enquanto espaço geográfico ou económico:

Os trabalhadores residentes em França (ou: no território da França/no território francês)

As exportações da Grécia

N.B.:
Em alguns Estados, a forma longa e a forma curta são coincidentes:

a República Checa

a Roménia